Bancada evangélica deve “ir para o ataque” nos próximos anos

  • 11/10/2018
  • 0 Comentário(s)

Bancada evangélica deve “ir para o ataque” nos próximos anos

O número de evangélicos no Brasil tem crescido muito nas últimas décadas e isso tem influenciado nas decisões políticas do país. A bancada evangélica, que começou tímida na década de 1980, ganhou maior destaque na mídia toda vez que o Congresso debatia projetos de lei que contrariavam os valores defendidos pelos cristãos.

O cenário que se desenha para a próxima legislatura tende a mudar esse perfil. Com a formação mais conservadora desde a redemocratização, a próxima legislatura deve ser marcada por uma diminuição drástica no avanço de pautas vindas da esquerda.

Num eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) – que teve muita proximidade com a Frente Parlamentar Evangélica durante sua atuação como deputado federal – a mudança deve ser clara.

Caso Fernando Haddad (PT) vença a convivência não deve ser harmoniosa, uma vez que quando era Ministro da Educação (2005-2012) ele teve um grande embate com a FPE por causa da “cartilha anti homofobia” preparada pela sua pasta.

Apelidado de “kit gay”, o material que mostrava graficamente imagens de cunho homoafetivo para crianças na faixa dos 11 anos, só não foi distribuído nas escolas de todo o país graças à reação da bancada evangélica.

Na antecipação de como esse bloco suprapartidário deve se comportar nos próximos anos, Anna Virginia Balloussier, jornalista especializada em “religião e política”, aposta numa ação mais ativa do bloco.

Ainda que apenas 45% de seus atuais membros tenham sido reeleitos, a tendência é ela agir impulsionada pela onda de conservadorismo que parece ter se instalado no Brasil.

“Antes era uma espécie de goleiro, mas agora vai para o ataque”, acredita a analista. Durante a edição mais recente do Eleição na Chapa, podcast da Folha de São Paulo, ela fez vários prognósticos do que deve acontecer no Congresso nos próximos anos.

Segundo a jornalista, com uma presença maior de conservadores na Casa de Leis, parece natural que os parlamentares de esquerda passem para a defesa. “As bandeiras do Bolsonaro já convergem com a deles e a expectativa é que haja um relacionamento amigável”, acredita Balloussier.

O programa pode ser ouvido na íntegra AQUI

0 Comentários


Deixe seu comentário


Aplicativos


 Locutor no Ar

AUTO DJ

Piloto Automático

Peça Sua Música

Name:
E-mail:
Seu Pedido:


Top 5

top1
1. Anderson Freire

Raridade

top2
2. GERSON RUFINO

ETERNO ADORADOR

top3
3. LEVITA CESAR AUGUSTO

AMOR SEM FIM

top4
4. GISELE NASCIMENTO

O SONHO NÃO ACABOU

top5
5. FERNANDA BRUM

ESPIRITO SANTO

Anunciantes